Programa de Monitoramento

A CETESB iniciou em 1974 a operação da Rede de Monitoramento de Qualidade das Águas Interiores do Estado de São Paulo. As informações obtidas por meio do monitoramento tem possibilitado o conhecimento das condições reinantes nos principais rios e reservatórios situados nas 22 Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHIs), em que se divide o Estado de São Paulo de acordo com a Lei Estadual n.º 9.034 de 27 de dezembro de 1994. A UGRHI está estruturada no conceito de bacia hidrográfica, onde os tais recursos hídricos convergem para um corpo d’água principal.

Em 2006 os programas de monitoramento de qualidade dos rios e reservatórios totalizaram 356 pontos de amostragem, conforme apresentado a seguir:

  • Rede Básica – 163 pontos de amostragem de água;
  • Monitoramento Regional – 124 pontos de amostragem de água;
  • Monitoramento Automático – 13 pontos de amostragem de água;
  • Balneabilidade de Reservatórios e Rios – 33 praias e
  • Rede de Sedimento – 23 pontos de amostragem.

O programa de balneabilidade de reservatórios é responsável pela avaliação das condições de balneabilidade das praias dos principais reservatórios visitados pela população nos finais de semana para lazer.

* Número de pontos de água/1000 Km²
* Número de pontos de água e sedimento/1000 Km²

Os principais objetivos das redes de monitoramento gerenciadas pela CETESB são:
Para o público técnico (Secretarias de Estado / Cômites de Bacias Hidrográficas / Empresas de Saneamento):

  • avaliar a evolução da qualidade das águas doces;
  • propiciar o levantamento das áreas prioritárias para o controle da poluição das águas;
  • identificar trechos de rios onde a qualidade d’água possa estar mais degradada, possibilitando ações preventivas e de controle da CETESB, como a construção de ETEs (Estações de Tratamento de Esgoto) por parte do município responsável pela poluição ou a adequação de lançamentos industriais e
  • subsidiar o diagnóstico da qualidade das águas doces utilizadas para o abastecimento público e outros usos e
  • dar subsídio técnico para a elaboração dos Relatórios de Situação dos Recursos Hídricos, realizados pelos Comitês de Bacias Hidrográficas.

Para o público externo (população):

  • informar as condições de balneabilidade das praias de reservatórios – boletins semanais;
  • informar a situação de qualidade dos principais mananciais de abastecimento público do Estado de São Paulo – divulgação bimestral do Índice de Qualidade de Água Bruta para fins de Abastecimento Público – IAP e
  • informar as condições de proteção da biodiversidade dos ambientes de água doce – divulgação bimestral do Índice de Proteção da Vida Aquática – IVA.

Além dos índices de qualidade das águas serem úteis para informar, de forma sintética e acessível, a população sobre a qualidade dos recursos hídricos, também são fundamentais no processo decisório das políticas públicas e no acompanhamento de seus efeitos. Esta dupla vertente, apresenta-nos o desafio permanente de gerar índices que tratem um número cada vez maior de informações.